Pescado em alta no Brasil: o que o crescimento do setor exige da cadeia do frio

Corredor de câmara congelada com produtos paletizados em racks
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Entre os dias 20 e 22 de outubro, o Distrito Anhembi, em São Paulo, recebe a Seafood Show Latin America 2026 — a principal feira do setor de pescados no país, que reúne produtores, processadores, importadores, distribuidores, varejo, food service e empresas de armazenagem refrigerada. A Friovale acompanha o evento de perto: nosso time estará em São Paulo durante a feira.

O encontro chega em um momento particular para o setor. O consumo brasileiro de pescado vem crescendo, mas ainda está em 12,6 kg por habitante ao ano, pouco mais da metade da média mundial, de 21,3 kg. É um mercado com espaço grande para avançar — e que já está avançando.

O crescimento vem em grande parte de fora

Um dado chama atenção em quem olha a logística: boa parte do aumento do consumo não vem da produção interna, mas de produto importado. Só em salmão e truta, o Brasil importou 125,47 mil toneladas em 2025, alta de cerca de 4% sobre o ano anterior e crescimento de aproximadamente 50% em relação a 2016.

Na tilápia — que responde por cerca de 70% da produção aquícola nacional e já soma perto de 800 mil toneladas por ano, contra 280 mil uma década atrás — a importação de filé também cresce, puxada por produto vietnamita que chega mais barato ao mercado brasileiro.

Produto importado significa carga que entra por porto ou aeroporto, precisa de conferência, liberação sanitária e um lugar seguro para esperar antes de ser distribuída. Não é um detalhe operacional: é o momento em que a qualidade do pescado é decidida.

Por que pescado é o produto mais exigente da câmara

Na prática da armazenagem, pescado não se comporta como qualquer outro congelado. Três características mudam o jogo:

Armazenagem de pescado com entreposto SIF em Olímpia-SP

Câmaras congeladas de -12°C a -18°C, separação por operação, monitoramento contínuo de temperatura, WMS com rastreabilidade e entreposto habilitado para importação e exportação. Certificações GMP+, Halal e SGS.

Falar com especialista

A exportação volta ao radar em 2026

O outro lado da balança também mudou. Em 2025, o setor foi duramente atingido pelas tarifas americanas, que chegaram a 50% e provocaram perda de contratos e redução de produção. Com a suspensão dessas tarifas, a Abipesca projeta que as exportações brasileiras de pescados alcancem cerca de US$ 600 milhões em 2026.

É o mesmo padrão que vimos na carne bovina este ano: uma decisão externa reabre o mercado, e a janela recompensa quem já está habilitado e com estrutura disponível. Para pescado, com sua baixa tolerância a improviso térmico, a diferença entre estar pronto e correr atrás é ainda maior.

O que levar da feira

Se você vai à Seafood Show, vale usar os três dias para olhar a própria cadeia de trás para frente: onde o produto espera, por quanto tempo, a que temperatura e com qual documentação. O setor cresce dos dois lados — consumo interno e exportação — e a capacidade de armazenagem especializada é o elo que normalmente aperta primeiro.

Quem estiver por lá e quiser conversar sobre operação de frio para pescado, é só chamar. Estamos em Olímpia-SP, no interior paulista, com estrutura habilitada e mais de 12 anos atendendo produtos sensíveis.

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