A Friovale participou, no Rancho Minerva, em Barretos, do encontro que a Minerva Foods promove com seus parceiros de logística. O evento reúne os elos que sustentam a operação da companhia — do transporte à armazenagem — para apresentar resultados, projeções de mercado e as prioridades da cadeia de suprimentos para os próximos ciclos.
Estar nessa sala tem um significado prático para nós. A Friovale atua há anos na armazenagem de proteínas para a Minerva, e acompanhar de perto o planejamento de quem exporta é o que permite dimensionar estrutura com antecedência — em vez de reagir a picos de demanda depois que eles chegam.
A escala de quem move proteína no mundo
Os números apresentados ajudam a entender por que a logística é tratada como prioridade estratégica no setor. Só na América do Sul, a Minerva opera 32 unidades industriais, 22 centros de distribuição e 3 unidades de industrializados, com presença em Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Colômbia. Na Austrália, são outras 4 unidades industriais dedicadas à proteína de ovinos.
No agregado global, a estrutura movimenta mais de 40 mil contêineres exportados, embarcados a partir de 26 portos com destino a 174 países.
Um detalhe da apresentação diz muito sobre a maturidade dessa operação: dentro da diretoria global de Supply Chain, existe uma área dedicada exclusivamente a Frete Marítimo e Armazenagem Global. Armazenagem, nesse porte, não é serviço acessório — é função estratégica com dono e meta.
O que o setor projeta para 2026/27
O encontro também trouxe a leitura de mercado do momento. Depois de um período em que a retração da demanda chinesa pressionou preços e margens em toda a cadeia da proteína, a projeção apresentada aponta retomada de crescimento em direção a 2027.
O painel do Insper Agro Global apresentou um mapeamento dos principais riscos do agronegócio brasileiro para o ciclo 2026/27, entre eles:
- Juros elevados, na faixa de 14% a 18%
- Câmbio adverso
- Eventos climáticos extremos associados a um Super El Niño
- Tensões geopolíticas e tarifárias
- Aumento da judicialização diante do endividamento do setor
É um retrato honesto: o crescimento está no horizonte, mas o caminho até ele é volátil. E volatilidade, para quem exporta, se traduz em uma necessidade muito concreta — flexibilidade de armazenagem. Quando o embarque atrasa por câmbio, por porto ou por decisão tarifária de outro país, o produto precisa de um lugar seguro para esperar sem perder qualidade nem certificação.
Armazenagem com padrão de exportação
Câmaras multitemperatura de -18°C a 12°C, entreposto SIF habilitado para 7 países e certificações GMP+, Halal e SGS. Mais de 12 anos operando em Olímpia-SP.
Falar com especialistaO que levamos do evento
A proteína brasileira segue ganhando espaço no mercado internacional. A infraestrutura de exportação vai continuar sendo demandada, e picos de volume tendem a ser cada vez mais concentrados em janelas curtas.
Confiabilidade vale mais que preço quando o produto é sensível. Em uma cadeia com 174 destinos, uma falha de temperatura não custa uma carga — custa uma habilitação.
Proximidade com o cliente é o que permite planejar. Participar desses encontros é como antecipamos demanda de câmara e ajustamos capacidade antes que ela seja necessária.
















